Sábado, Dezembro 24, 2011

Mais um ano que desce ladeira abaixo. Dois mil e onze acabou. Que coisa! Dois mil e onze passou como um susto bobo, daquele que empresta uma gargalhada no mesmo instante. Como um tropeço imperceptível dentro duma dança improvisada. E junto dele ficaram muitos embrulhos (alguns abertos p`ra contos, coloridas lembranças, saudades ; enfim, por obediência ao maduro passado de nosso presente-futuro).
Muitos frutos podres no chão, muitos outros maduros no pé e os verdes em algumas mãos no ano que se despede. Que em dois mil e doze provemos a felicidade bem doce, com bastante polpa. Que o ano novo acaricie o paladar de nossa alma!
Que o ano que se despede abra fronteiras, desidrate angústias, alargue limites, batize conquistas, ilumine caminhos, desperte a paz, engorde saúdes, tempere com amor todos os nossos sabores para dois mil e doze. E que os nossos corações continuem sendo, como gaguejou Lara Resende, passeios públicos.
Que continuemos buscando, sempre! Pois a vida é uma eterna busca. Busquemos, todos!

P.S.: O "Feliz Natal" pega carona neste. Um "penetra". É que eu nunca tive intimidade com tal data. Enfim, Feliz Natal, meia-tigelenses!