Sexta-feira, Março 09, 2012

Um pedacinho daquilo que de mim suporta. Aqui também há p´ra você, que vem se instalando em minha Saara alma, Jussara!

(Gravado de dentro dum carro, parado por conta do sinal fechado, às 23h45, que me sorria um abrir antes mesmo de eu concluir)... É Wilhelm Reich, Ju!

Domingo, Março 04, 2012

Quarta-feira, Fevereiro 29, 2012

Eu ando catando os cacos. Eu ando querendo abraçar o mundo todo com um braço. Eu ando cercado de mim sozinho. Eu ando querendo fugir de mim, ou me esconder dentro do eu que (não)me sabe. Eu ando muita coisa dentro do Nada. Eu ando andando... sem cor!

Quarta-feira, Fevereiro 22, 2012

Salinando...

Sexta-feira, Fevereiro 10, 2012

O que faço eu com canções nos bolsos? Cada uma que me pega p`ra par, me muda de lugar; e eu, de nômade pintado, pareço menos vulgar.
Leitores, leiam, no escuro, com os olhos fechados, a bela canção que ganhei de Jussara, minha amiga (obrigado, Gabriel! Agora sei falar a língua dos homens que têm amigas):



Boa leitura, imaginações!

Domingo, Fevereiro 05, 2012

Há encontros depois de uma partida. Há partidas sem encontros. Há Pampulha sem lagoa. Há sobriedade na loucura. Há sul na bússola que nos orienta. Há norte que nos desorienta. Há gols sob vaias. Há sentido na contramão. Há Ciência na religião. Há Deus na desgraça do ateu. Há elegância na deselegância. Há átomos para o crente. Há saudades sem despedida. Há inocência no culpado. Há dor no prazer. Há sinal de chuva quando a verdade não está nublada. Há incêndio sem fogo. Há cumplicidade no silêncio. Há choros de alegria. Há também a euforia no desespero. Há solidão no carnaval. Há paz sem trégua. Há prêmios pela derrota. Há sempre vagas no coração lotado de desilusões. Há um medo de escuro no adulto iluminado. Há eutanásia para um alívio alheio. Há sede debaixo de uma tempestade. Há luz dentro da ignorância. Há Romeu sem Shakespeare. Há nós sem você. Há passeatas no corredor de casa. Há imensidão no cantinho da solidão. Há frio no calor. Há mar para o cego. Há tortura no aconchego. Há conforto no castigo. Há muito sal no destempero. Há esquerda para o destro. Há baiano dentro da guerra. Há retrocesso no progresso. Há sombra sem sol. Há fome onde há sobrenome. Há o ter onde não há; há onde não pode haver. Há!

Sábado, Janeiro 28, 2012

Caetanear Drummond é me ler!


Quarta-feira, Janeiro 25, 2012

Ah, você deveria de ter um celular. Deveria já ter aprendido a ler (Será que não já aprendeu?). Seria tão mais fácil bater-lhe um gancho, ou você cair aqui de pára-quedas depois de um empurrão da Dindinha.
Escutando música às quatro da manhã, distante de meu ninho, senti-me tão próximo de você ao tocar, acidentalmente, a nossa última canção como dupla de forasteiros perdida em nosso mundo particular. A canção era do Balão Mágico, sabe? Estávamos esparramados no chão da casa de seu vovô quando o hino de minhas saudades tocou. Pois é, é que neste mês você anda ficando mais velho, mas nem por isso menos Davi. Parabéns, Davi! Desejo-lhe tudo, mas tudo de bom, meu miúdo de inteiro único!

Segunda-feira, Janeiro 23, 2012

Queria subir para os trinta e dois assim. Acho que vou pegar esse elevador!



Sexta-feira, Janeiro 20, 2012

Passos... largos de MG!


* A dona Maria pediu que eu retirasse a photo!


Não é carnaval, mas a gente pula assim mesmo,
A gente pega pelo pé p´ra sobrar mão de esmola,
A gente anda sem rumo,
Sem medo,
Em cima do muro!

Sábado, Janeiro 14, 2012

De José Inácio Vieira de Melo:

Quinta-feira, Janeiro 12, 2012

Vou de Goethe e de Sabotinova. Por que não ir? Eu não iria. Mas não ir é algo muito, mas muito difícil (irrecusável!) quando se tem vontades. Vou-me antes dos trinta e dois e depois e depois deles e enquanto houver "pernas". Pois o gozo anda nu de remorso. E como é gostoso!

"Do mesmo modo como a natureza declara agora o outono, também dentro e em volta de mim o outono se manifesta".







Quinta-feira, Janeiro 05, 2012

Li na Piauí:


Jovem sorocabano é internado com overdose de Michel Teló


CAMPOLIM – O estudante de medicina Kleibs César de Olveira deu entrada no Hospital Santa Lucinda aturdido e desorientado pela onipresença de Michel Teló nos meios de comunicação. Com os olhos perdidos no horizonte, Kleibs precisou ser carregado por amigos pois não conseguia interromper a coreografia de “Ai, se eu te pego”. “Ele está dançando e cantando esse troço desde 2011. Não para nem para comer e dormir. O pior é que é contagioso”, declarou Hamilton Pedreira, amigo da vítima, contendo a perna esquerda que teimava em querer iniciar a dança.
Kleibs foi tratado e passa bem. Diante do estado do amigo, Pedreira deu um depoimento emocionado. “Não é fácil para nossa geração resistir à febre Teló. Ontem mesmo liguei a TV e lá estava o apresentador do Globo Esporte dançando e cantando ‘Ai se eu te pego’. Corri para a internet e topei com um vídeo em que chihuahuas belgas latiam no ritmo do refrão. Saí de casa e topei com o cantor estampado na capa de uma revista semanal. A música martelou minha cabeça. Respirei fundo e, com um esforço hercúleo, evitei cantá-la. Não foi fácil”, disse, esbofeteando o braço direito que já se lançava na coreografia.
Especula-se que o jogador Ronaldo tenha sido internado pelo mesmo motivo. Hospitais de Goiás estão sobrecarregados desde o réveillon. A Anvisa não descarta decretar estado de pandemia. “Qualquer pessoa que apresente um desejo incontrolável de dançar ‘Ai se eu te pego’ deve procurar orientação médica”, explicou Túlio Pessegueira, psiquiatra do SUS.
O Departamento de Estado norteamericano denunciará à ONU a intenção da TV Globo de misturar Michel Teló com Big Brother. “Perto do que o Brasil está prestes a fazer, o Irã é inofensivo”, diz trecho do relatório.



* Michel Teló negou ser filho de Roberto Leal e Ana Maria Braga.

Sábado, Dezembro 31, 2011

Bem, ando desidratado demais p´ra escrever. É fim de ano! Já deixei registrado ali, pertinho daqui, bobagens que são p´ra não passar em branco o costume (apesar de dizerem por aí que devemos, sim, passar de branco). Pois bem, roubei dela, de minha mais nova leitora (acho). De Lomaski para o mundo meia-tigelense:


"Fica aqui registrada minha 'mensagem de ano novo' para todas as pessoas que nesse existir de 'anos' eu encontrei, reencontrei e desencontrei! Ano que vem eu quero ter um ano inteiro. Um ano inteiro onde caibam os calendários de novos anos, novos inícios, novos términos. Um ano inteiro com incertezas que nos amedrontam, mas não nos paralisam; um ano inteiro com angústias que nos habitam, mas não sejam nosso único lar; um ano inteiro com dores que não sejam incessantes; um ano inteiro com conflitos que nos mobilizam, com confrontos que nos instigam, com contradições que nos fazem buscar coerências. Um ano inteiro para perseguir utopias que não serão alcançadas. Um ano também inteiro de alegrias que não nos vendem os olhos, um ano inteiro com doçuras que nos tornem pertencentes, com solidões que nos ajudem a sermos boas companhias a nós mesmos e compartilhamentos que nos façam ser o repouso dos guerreiros. Um ano inteiro móvel, passageiro, interminável na possibilidade de adquirirmos novas memórias. Um ano inteiro que contemple formas diversas de sermos os mesmos."

P.S.: Eu queria ter um cansaço desses... :)

Sexta-feira, Dezembro 30, 2011

Parei numa banca de revista que não tenho costume e pedi ao senhor de boina com cara de beatnik o meu jornaleco. Foi quando percebi um anúncio em uma faixa: "Vendo Variante - ano 1971, único dono, 'zero quilômetro'. Tratar com Israel Pinheiro". É claro que de imediato, dentro dum susto de pardal, busquei o dia na data que, p`ra meu desespero, se escondia de meus olhos e teimava em repousar debaixo da franja do jornal. Ufa!, era o mundo o errado! E quase me atrasei por conta de tal atraso!